José Luiz de Sá CavalcantiO maior problema do Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC) é a falta de pessoal, afirmou o diretor José Luiz de Sá Cavalcanti. Especializado e de porte médio, a unidade atende a doenças neurológicas crônicas, como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), demência, Parkinson, esclerose múltipla, epilepsia de difícil controle, entre outras, realizando diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Apesar da sua especialização, desde 1981 o instituto não recebe professores de neurologia, embora conte com profissionais de outras áreas, entre as quais Fisioterapia e Fonoaudiologia, oferecendo ao doente tratamento diversificado.

“As doenças crônicas degenerativas têm que ser vistas num sentido mais eclético para que se possa, no futuro, olhar para o paciente como se ele estivesse em uma fase com possibilidades de melhorar mais à frente”, diz o diretor, apontando a possibilidade de conexões com outras unidades do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Estrutura

A unidade tem possibilidade de oferecer 42 leitos. Mas muitos estão desativados, porque não atendiam às normas da Vigilância Sanitária. No momento, o INDC conta com 12 leitos já adequados às normas e 22
em adequação. Ao todo, 108 servidores estão lotados no instituto, sendo que 19 tem mais de 30 anos de serviço, podendo se aposentar a qualquer hora, e 36 recebem abono-permanência.
“Temos só funcionários do quadro; nunca tivemos extraquadro. Porém, tivemos que fechar centros cirúrgicos e enfermarias por falta de profissionais”, disse o diretor.

No quadro, há 21 médicos, dos quais 11 neurologistas e 10 de outras especialidades. Entre os médicos, 10 têm possibilidade de aposentadoria imediata. Na área de enfermagem, há 39 profissionais: 17 auxiliares, 12 técnicos e 10 enfermeiros. Nesse grupo, 20 podem se aposentar a qualquer momento.

O diretor conclui apontando que o INDC pode ser importante na rede como referência no atendimento de doenças neurológicas crônicas e pode tornar-se referência como unidade voltada à reabilitação. A estrutura da unidade melhorou nos últimos anos, mas necessita de pessoal, o que está, segundo o diretor, entre as necessidades emergenciais, assim como a expansão do número de leitos para programas específicos.

 

 

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