05 10 INDC NOTICIADurante o programa Sem Censura da TV Brasil, que foi ao ar no dia 01/10, o médico Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade na UERJ, citou o INDC como referência no tratamento do Parkinson

O trecho que fala sobre o INDC, se encontra por volta dos 35 minutos. Confira o vídeo na íntegra AQUI.

29 08 indc noticias lionelO Instituto de Neurologia Deolindo Couto, nesses últimos anos, tem passando por muitas mudanças expressivas e hoje já revela setores cuja qualidade de atendimento e infraestruturas se equiparam a presentes em hospitais particulares.

Isso não foi uma tarefa fácil para a atual gestão de Leonel Martins Jr, visto que, no início de sua gestão, em 2014, o INDC estava tão abandonado que corria o risco de encerrar suas atividades. Em outubro, o organograma antigo foi revisto (datado por volta de 1950), criando-se um novo para que fosse possível delinear os setores e gerar uma dinâmica de trabalho mais definida. A partir de então, partiu-se para a definição de metas que foram se renovando a cada conquista.

Focou-se no levante do Hospital como um todo. Foi instalado o cabeamento de rede, os telhados foram reformados, as fachadas e áreas internas foram melhoradas, sem perder a essência e historicidade do prédio, as galerias de águas pluviais e elétrica foram refeitas para atender as previsões futuras de aumento de abastecimento. Houve também melhorias nos centros cirúrgicos, a criação de recepção informatizada para triagem de pacientes, além da abertura recente da enfermaria com 12 leitos montados com equipamentos de ponta e um elevador moderno para transportes de pacientes acamados.

No entanto, esse caminho não foi fácil. Grandes desafios foram encontrados para a conquista dessa realização. Os dois maiores foram: o reduzido quadro de funcionários e a curta receita disponível para desenvolver melhorias. Segundo o diretor, o quadro ideal para o INDC deveria ser de 350 servidores, mas, atualmente, possui cerca de 80 funcionários apenas. Nesse quesito, a informatização foi a forte aliada para vencer essa deficiência. Tornando os processos mais inteligentes e o pessoal mais capacitado, pode-se melhorar o atendimento com o mesmo número de pessoal.

A segunda e, talvez a mais grave dificuldade encontrada pela gestão atual, é a financeira. Com uma verba mensal de 30 mil, o que mal cobre os custos do funcionamento da enfermaria, há grande dificuldade para dar continuidade a novos projetos. Mesmo assim, muito já foi realizado desde o início da gestão que ainda possui planos ambiciosos para o Instituto.

Uma das mais recentes metas envolve a abertura do novo espaço para Fisioterapia com aparato mais moderno, projeto esse que já está pronto, mas parado por falta de verba. Outra meta é a reforma na guarita, que envolve a implementação de biometria ligada à ficha do paciente. Dessa forma, logo na entrada já será possível encaminhar o paciente para o setor correto e avisar ao médico, também de forma informatizada, que o paciente já se encontra no hospital para atendimento. A atual gestão ainda pretende criar dois novos prédios, um exclusivo para a administração e outro para ensino e pesquisa.

Quando perguntado sobre o objetivo para o futuro do Instituto, Leonel nos conta que é o de dar continuidade as melhorias que já vem sendo desenvolvidas, capacitar a equipe cada vez mais para que possam oferecer um atendimento cada vez mais humanizado para um público que merece cuidados específicos que são os pacientes com doenças neurológicas e idosos. Outro ponto almejado com essas melhorias é atrair os olhos da Faculdade de Medicina de forma que essa se torne um parceiro e enxergue o potencial do INDC, atraindo assim mais investimentos para o Instituto.

Para finalizar, o Leonel nos deixa uma importante lição adquirida em seus longos anos na administração do Instituto: “cada grau de dificuldade que nós encontramos precisamos arranjar uma saída para essa nova dificuldade, o que exige inovação. O que nós aprendemos até hoje, em alguns meses pode se tornar obsoleto. O tempo todo a administração precisa estar se renovando.”

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noticia entrevistaA Neurologia, no Rio de Janeiro, tem sua história um tanto marcante. Esta especialidade teve um grande desenvolvimento entre o final do século XIX e o início do século XX, com grandes nomes como Charcot e Freud, por exemplo. Assim, com o crescimento da área em solo nacional, era de se esperar que tais estudos chegassem ao Brasil. “O desenvolvimento de uma área ligada às doenças do sistema nervoso na Praia Vermelha era não só uma tradição histórica, mas também uma ligação com a história do Rio de Janeiro. Hoje, onde temos o Palácio Universitário, fora o Hospício Pedro II, o primeiro hospital psiquiátrico do Brasil e o segundo da América Latina.”, conta o professor.

O desenvolvimento da clínica psiquiátrica na universidade foi onde se iniciou as primeiras enfermarias ligadas às doenças primariamente cerebrais – algumas com manifestações comportamentais e psicológicas e outras não.  Isso tudo deu embasamento para que em 1946 fosse aprovado no Conselho Universitário o Instituto de Neurologia. O prestígio pessoal do Professor Deolindo Couto e a verba do governo de Getúlio Vargas foram os pontos principais que garantiram a finalização das obras em 1950.  Assim, mesmo em seus primeiros anos, o Instituto já se apresentava como um grande centro da área, estimulando a visita de grandes nomes da medicina mundial, como Alexander Fleming, descobridor da penicilina.

Com a criação do Hospital Universitário e a mudança da política da universidade, no sentido de centralização, o número do corpo docente foi cada vez mais reduzido e todas as aulas de medicina foram retiradas do Instituto de Neurologia para que o ensino fosse feito exclusivamente no Hospital Universitário. No entanto, as mudanças do currículo não incluíram uma unidade para treinamento de seus alunos, o que fez com que progressivamente o INDC fosse perdendo a sua ação e, mais do que isso, começasse a ser combatido politicamente por interesse de, por exemplo, venda do terreno, localizado em Botafogo, em área nobre da cidade do Rio de Janeiro.

Já nos anos 90, para tentar amenizar a situação, pareceu interessante não só trazer a área básica para cá, mas também novos cursos que estavam dentro da Faculdade de Medicina, como Fisioterapia e Fonoaudiologia. Optaram por realocar cursos aqui por encarar o instituto como um local vazio e sem mais utilidade, esquecendo completamente de que era o único hospital de Neurologia do estado do Rio de Janeiro, com atendimento especializado em doenças neurológicas crônicas degenerativas.

Nos anos que se seguiram o estado do Instituto de Neurologia Deolindo Couto foi apenas se degradando, especialmente quando, em 2000, o INDC não cumpriu os requisitos do MEC para obter certificação como hospital de ensino. Somado a isso, em 2004, após problemas na eleição de novos diretores, o Professor Aloísio Teixeira realizou uma intervenção, escolhendo 5 professores, onde cada um ocuparia um cargo. Foi deste modo que o professor José Luíz foi escolhido como diretor pro tempore.

Enquanto no cargo, José Luíz reparou diversas irregularidades no Instituto, atualizou e reformou diversas áreas e aparelhagens. A neurocirurgia ficou restrita ao HU, junto com operações de emergência e o tratamento de doentes neurológicos que precisem do apoio de médicos de outras áreas, enquanto o INDC se manteve com o tratamento de doenças crônicas degenerativas do sistema nervoso e sua reabilitação. Esses tipos de doenças se tornavam cada vez mais prevalentes, especialmente na população idosa, e o INDC já trabalhava previamente com o atendimento destas enfermidades.

Assim, o Instituto de Neurologia se transformou cada vez  em uma unidade de reabilitação com inserção adequada do indivíduo ao seu ambiente social, não estava entrando em conflito com a atuação do HU, atuando na área da neurociência visando a pesquisa, o ensino e a extensão, vinculados com assistência. Atualmente, ainda sob a direção de José Luiz, o INDC possui um projeto definido de inserção dentro do Complexo Hospitalar da UFRJ integrado com outras unidades, sendo complementar a elas. Para ele, inclusive, certas cirurgias poderiam ser transferidas do Hospital Universitário para o INDC, visando aliviar certas áreas que muitas das vezes não requerem UTI para serem executadas. Segundo ele, cirurgias feitas no HU que demandam reabilitação fonológica e visual poderiam ser facilmente realizadas no Instituto, liberando salas de cirurgias disponíveis para o hospital geral.

Ao final, o professor José Luiz ressalta o perfil atual de atendimento do hospital, onde trabalham com doenças do tipo: epilepsias de difícil controle; demências e distúrbios cognitivos; doença de Parkinson e outras; esclerose lateral amiotrófica; doenças musculares, paralisias do plexo braquial; recuperação da fala e da linguagem e fisioterapia motora, esclerose múltipla. Atualmente, o INDC realiza cerca de 2500 atendimentos por mês e pelo menos 100 diários. “Pode ser mais? Pode! Me dá mais médicos e servidores que eu faço isso dobrado.”, brinca o professor encerrando a entrevista.

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parkinsonMarcos Carvalho Fonseca é Pós-graduado em Engenharia Química pela UFRJ e foi diagnosticado com doença de Parkinson em meados de 2014. Desde então, ele resolveu dedicar seu tempo e estudos a compreender melhor a doença e hoje faz parte do Grupo de Estudos da Doença de Parkinson, o GEDOPA. Mas Marcos não parou por aí. Recentemente ele escreveu o livro entitulado "Parkinson: O que fazer quando o diagnóstico chega? Um ensaio sobre resiliência e perseverança" para poder auxiliar outras pessoas, assim como ele, a lidar melhor com o susto do diagnóstico e os momentos difíceis que dele podem advir. Nesse livro, o autor também presta sinceros elogios ao INDC/UFRJ pelos cuidados prestados aos pacientes com esse tipo de doença.

 

 

 

Confira abaixo: 

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08 05 INDC NOTICIANo dia 10 de maio ocorreu a Comemoração da Semana de Enfermagem do INDC/UFRJ. O evento aconteceu no Auditório do INDC e teve como público alvo a Equipe de Enfermagem do INDC. 

Confira abaixo a programação

09:00h → Desafios da Enfermagem Neurológica do INDC
Enfª. Fernanda Carnaúba

09:30h → Implementação da SAE no Ambulatório do INDC
Apresentação: ACAD Enfª. Juliana Martins e ACAD. Enfª Kethkyn Goutsis/EEAN-UFRJ

Realização

  • Enfª Fernada Sobral
  • Enfª Gleani Coelho
  • Enfª Simone Almeida

Confira abaixo as fotos do evento

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