29 08 indc noticias lionelO Instituto de Neurologia Deolindo Couto, nesses últimos anos, tem passando por muitas mudanças expressivas e hoje já revela setores cuja qualidade de atendimento e infraestruturas se equiparam a presentes em hospitais particulares.

Isso não foi uma tarefa fácil para a atual gestão de Leonel Martins Jr, visto que, no início de sua gestão, em 2014, o INDC estava tão abandonado que corria o risco de encerrar suas atividades. Em outubro, o organograma antigo foi revisto (datado por volta de 1950), criando-se um novo para que fosse possível delinear os setores e gerar uma dinâmica de trabalho mais definida. A partir de então, partiu-se para a definição de metas que foram se renovando a cada conquista.

Focou-se no levante do Hospital como um todo. Foi instalado o cabeamento de rede, os telhados foram reformados, as fachadas e áreas internas foram melhoradas, sem perder a essência e historicidade do prédio, as galerias de águas pluviais e elétrica foram refeitas para atender as previsões futuras de aumento de abastecimento. Houve também melhorias nos centros cirúrgicos, a criação de recepção informatizada para triagem de pacientes, além da abertura recente da enfermaria com 12 leitos montados com equipamentos de ponta e um elevador moderno para transportes de pacientes acamados.

No entanto, esse caminho não foi fácil. Grandes desafios foram encontrados para a conquista dessa realização. Os dois maiores foram: o reduzido quadro de funcionários e a curta receita disponível para desenvolver melhorias. Segundo o diretor, o quadro ideal para o INDC deveria ser de 350 servidores, mas, atualmente, possui cerca de 80 funcionários apenas. Nesse quesito, a informatização foi a forte aliada para vencer essa deficiência. Tornando os processos mais inteligentes e o pessoal mais capacitado, pode-se melhorar o atendimento com o mesmo número de pessoal.

A segunda e, talvez a mais grave dificuldade encontrada pela gestão atual, é a financeira. Com uma verba mensal de 30 mil, o que mal cobre os custos do funcionamento da enfermaria, há grande dificuldade para dar continuidade a novos projetos. Mesmo assim, muito já foi realizado desde o início da gestão que ainda possui planos ambiciosos para o Instituto.

Uma das mais recentes metas envolve a abertura do novo espaço para Fisioterapia com aparato mais moderno, projeto esse que já está pronto, mas parado por falta de verba. Outra meta é a reforma na guarita, que envolve a implementação de biometria ligada à ficha do paciente. Dessa forma, logo na entrada já será possível encaminhar o paciente para o setor correto e avisar ao médico, também de forma informatizada, que o paciente já se encontra no hospital para atendimento. A atual gestão ainda pretende criar dois novos prédios, um exclusivo para a administração e outro para ensino e pesquisa.

Quando perguntado sobre o objetivo para o futuro do Instituto, Leonel nos conta que é o de dar continuidade as melhorias que já vem sendo desenvolvidas, capacitar a equipe cada vez mais para que possam oferecer um atendimento cada vez mais humanizado para um público que merece cuidados específicos que são os pacientes com doenças neurológicas e idosos. Outro ponto almejado com essas melhorias é atrair os olhos da Faculdade de Medicina de forma que essa se torne um parceiro e enxergue o potencial do INDC, atraindo assim mais investimentos para o Instituto.

Para finalizar, o Leonel nos deixa uma importante lição adquirida em seus longos anos na administração do Instituto: “cada grau de dificuldade que nós encontramos precisamos arranjar uma saída para essa nova dificuldade, o que exige inovação. O que nós aprendemos até hoje, em alguns meses pode se tornar obsoleto. O tempo todo a administração precisa estar se renovando.”

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